Segunda-feira, Maio 22, 2006

Sem Assunto

Escrever sem pensar antes não dá certo. Mas um dos meus muitos talentos é fazer coisas que todos sabem serem estúpidas. Eu não vou tentar ser engraçado... Rir é ameaçar o próximo. Chimpanzés sorriem quando estão com raiva. Imagino se não é assim com pessoas também.
Eu não costumo ser muito normal, eu acho. É o que dizem. Eu releio várias vezes um mesmo livro mas às vezes sou incapaz de ler um novo, por mais que eu goste dele ou queira. Ultimamente, tenho lido muito menos do que queria. Isso não me deixa muito bem. Têm tantos livros que eu queria ler, seja por vontade mesmo ou por vontade de impressionar os outros, e eu ando lendo tão pouco... Me irrita.
Uma das minhas maiores vontades é fazer parte de um grupo. Eu nunca sinto que sou parte de grupos. Não importa por quanto tempo eu ande com pessoas, ou saia com amigos, eu nunca me sinto parte. Talvez seja apenas paranóia minha. Eu, sinceramente, acho que não. Não é muito agradável, de qualquer maneira, sempre ver tudo pelo lado de fora.
Eu não fico triste pelos motivos certos. Eu não fico triste quando deixo de conseguir algo, ou quando algo não dá certo. Mas eu fico triste quando vou mal em uma prova na qual eu poderia ter ido melhor, ou quando eu ouço certas musicas.Às vezes, músicas felizes. Textos que não significam nada pra ninguém também costumam me botar pra baixo. Às vezes, com motivo. Às vezes, sem.
Eu quero escrever mais um livro, mas tenho preguiça. Entretanto, eu transcrevo trechos inteiros e enormes de livros pro computador só porque quero muito que alguém leia. Eu preciso que as pessoas vejam as mesmas coisas que eu. Pelo menos de vez em quando.
Eu não sorrio muito. Não é porque sou gótico ou deprimido. Não sou nenhum dos dois. Eu rio mais do que sorrio. Talvez eu queira ameaçar alguém. As pessoas insistem que eu sorria em fotos, mas eu não sei sorrir quando não é espontâneo.
Eu sinto um arrepio nas costas quando leio algo que goste muito. Ou quando ouço algo que goste muito. Ou quando assisto a algo que goste muito.
E eu escrevo textos que não interessam a ninguém a não ser a mim. O que seria até aceitável, caso eu não insistisse em colocá-los na internet.
Eu não sei porque eu faço nenhuma dessas coisas. Só sei que vou continuar fazendo. Se eu não fizesse, não seria eu.

Kain - half the world away



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